Millones de musulmanes celebran el Ramadán; con planificación y escucha al cuerpo, es posible equilibrar ayuno con la práctica deportiva.
Todos os anos, milhões de muçulmanos em todo o mundo celebram o Ramadão, um mês sagrado marcado pelo jejum diário do amanhecer ao pôr do sol. Além da abstinência de comida e bebida, este período representa introspecção, disciplina, espiritualidade e comunidade.
Mas quando o Ramadão coincide com épocas de competição, treinos exigentes ou rotinas desportivas constantes, surge uma questão fundamental: como é que os desportistas, tanto amadores como profissionais, lidam com o jejum? É possível manter o desempenho físico? Que papel desempenha a alimentação durante este mês?
A resposta não é única, mas é clara: com planeamento, conhecimento e atenção ao corpo, o desporto e o Ramadão podem coexistir em equilíbrio.
O jejum durante o Ramadão implica não ingerir alimentos nem líquidos durante várias horas, o que pode afetar diretamente três fatores essenciais para o desempenho desportivo:
Para um desportista amador que treina várias vezes por semana, o desafio consiste em manter a constância sem comprometer a saúde. Para um profissional, além disso, entram em jogo a pressão competitiva, os calendários oficiais e o desempenho de alto nível.
No entanto, o Islão prioriza a saúde. Existem dispensas para pessoas doentes ou cuja condição física possa ser comprometida, mas muitos desportistas optam por continuar com o jejum, adaptando a sua rotina.
O desportista amador costuma praticar atividade física por bem-estar, saúde ou superação pessoal. Durante o Ramadão, a maioria reduz a intensidade dos treinos e ajusta os horários.
Ajustes habituais em amadores:
Muitos corredores populares, jogadores de futebol amador ou praticantes de ginástica concordam que o Ramadã os ensina a ouvir o seu corpo com mais atenção. O objetivo deixa de ser melhorar os resultados e passa a ser manter-se ativo, mas sem se esgotar.
O componente mental também se fortalece. A disciplina do jejum reforça a resistência psicológica, algo muito valioso em qualquer prática desportiva.

O caso dos profissionais é mais complexo. Futebolistas, atletas, pugilistas ou jogadores de basquetebol que competem em ligas internacionais têm de lidar com calendários inalteráveis.
Em competições de elite como a Liga dos Campeões da UEFA ou mesmo os Jogos Olímpicos, alguns atletas muçulmanos competiram durante o Ramadão, demonstrando que o alto desempenho é compatível com o jejum quando existe um planeamento médico e nutricional adequado.
As equipas profissionais costumam contar com nutricionistas e preparadores físicos que adaptam:
Alguns atletas treinam após o iftar, outros optam por sessões muito controladas antes do anoitecer. O segredo está em minimizar a perda de massa muscular e prevenir a desidratação.
A alimentação durante o Ramadão concentra-se em dois momentos:
Suhur: energia sustentada
Deve incluir hidratos de carbono complexos (aveia, arroz integral, pão integral), proteínas de qualidade (ovos, iogurte, leguminosas) e gorduras saudáveis. Esta combinação permite libertar energia de forma progressiva durante o dia.
Também é fundamental uma boa hidratação antes do início do jejum.
Iftar: recuperação inteligente
O iftar não deve começar com uma refeição pesada. A tradição islâmica recomenda quebrar o jejum com água e tâmaras, uma prática com benefícios nutricionais notáveis.

As tâmaras ocupam um lugar especial durante o Ramadão. Seguindo a tradição profética, o jejum é quebrado com este fruto antes da refeição principal. Mas, para além do simbolismo religioso, as tâmaras são nutricionalmente estratégicas para os desportistas.
Benefícios das tâmaras:
Após muitas horas sem ingerir alimentos, o corpo precisa recuperar energia de forma rápida e eficaz. As tâmaras permitem elevar os níveis de açúcar no sangue sem provocar picos bruscos se consumidas com moderação.
A desidratação é o maior risco para quem pratica desporto durante o Ramadão, especialmente em climas quentes.
Entre o iftar e o suhur, recomenda-se:
Os profissionais costumam calcular a sua ingestão de água com base na perda estimada durante o treino, algo que os amadores podem adaptar mais facilmente ouvindo a sede e observando sinais de fadiga.
Um dos erros mais frequentes em atletas amadores é tentar manter a mesma intensidade do resto do ano. O corpo está a funcionar num contexto diferente, e exigir o máximo dele pode causar lesões ou quedas de tensão.
Durante este mês, o recomendável é:

Tanto para amadores como para profissionais, o Ramadão fortalece a resiliência mental. O autocontrolo que o jejum implica transfere-se para o âmbito desportivo:
Muitos atletas destacam que o Ramadão os ajuda a reconectar-se com a essência da sua prática desportiva, lembrando que o desporto não é apenas desempenho, mas também equilíbrio e crescimento pessoal.
É importante ressaltar que o Islão prevê exceções para aqueles cuja saúde possa ser comprometida. Se um atleta sofre de tonturas frequentes, desidratação grave ou risco médico, deve priorizar o seu bem-estar.
A consulta com profissionais de saúde é especialmente recomendável para atletas de alto rendimento.
Em suma, o Ramadão ensina que a força nem sempre está em correr mais rápido ou levantar mais peso, mas em saber-se adaptar. E nessa aprendizagem, o corpo e o espírito avançam juntos. Neste equilíbrio, os tâmaras ocupam um lugar fundamental como alimento tradicional e funcional, facilitando a recuperação energética após o jejum.
A pasta de tâmaras “El Monaguillo” é um produto natural e versátil que se tornou um adoçante saudável e uma excelente alternativa aos açúcares refinados.